Guia · Algarve

5 diasno sul de Portugal

O roteiro que faço com os amigos quando chegam. Uma só base, saídas curtas, sem mudar de sítio com malas todos os dias.

Escrito por quem cá vive

Base

Portimão ou Lagos. A partir daqui, todo o Algarve fica a uma hora, hora e meia.

Carro

Indispensável. Sem carro, metade destes sítios fica fora de alcance e os autocarros comem o dia inteiro. Levante-o no aeroporto de Faro logo à chegada.

Quando ir

A época é longa. Em setembro e outubro ainda está quente e já não há multidões.

1

Chegar e respirar

Dia 1 · Faro · Ferragudo · Praia da Rocha

A viagem

Aterrar em Faro, apanhar o carro, uma hora até à base.

Ferragudo

Uma vila piscatória minúscula em frente a Portimão: casas brancas, barcos, ruas estreitas. Aqui não chegam autocarros de turistas.

Jantar

Fim do Mundo, em Ferragudo. O nome diz tudo — é exatamente a sensação certa para a primeira noite.

Pôr do sol

Praia da Rocha, a partir da avenida de cima.

2

Falésias e grutas

Dia 2 · Benagil · Marinha · Carvoeiro

Gruta de Benagil

Os barcos saem de Portimão, do Carvoeiro e da própria praia de Benagil. A pé não se entra — só pela água.

Praia da Marinha

A praia mais bonita do sul.

Chegue antes das 11. Depois disso o estacionamento está cheio e já é uma luta, não umas férias.

Sete Vales Suspensos

O trilho pela falésia começa mesmo na Marinha. São 6 km só de ida. Se não quiser ir tão longe, faça os primeiros vinte minutos: as melhores vistas são aí.

Carvoeiro e Algar Seco

Falésias ao pôr do sol. Descer as escadas até à água é obrigatório.

3

O oeste e o fim da Europa

Dia 3 · Lagos · Sagres · São Vicente

Lagos

O centro histórico, as muralhas, praias minúsculas entre as falésias.

Ponta da Piedade

Os famosos arcos alaranjados e as grutas. Em cima o miradouro, uma escadaria a descer e, lá em baixo, barcos de meia hora.

Sagres

A fortaleza sobre a falésia, vento e oceano de todos os lados.

Cabo de São Vicente

O ponto mais a sudoeste da Europa. Depois dele, só o Atlântico até à América. A melhor hora é o pôr do sol.

Leve um corta-vento. Ali há sempre vento, mesmo com trinta graus.

4

Serra e vinho

Dia 4 · Monchique · Fóia · quinta

Monchique

Serra a uma hora da costa. Um Algarve completamente diferente: verde, eucaliptos, fresco.

Miradouro da Fóia

O ponto mais alto do sul. Num dia limpo vêem-se as duas costas.

Medronho

A aguardente local feita do fruto do medronheiro. Produzida ali mesmo, na serra.

Quinta Arvad Vine

Prova de castas locais, petiscos e o pôr do sol entre as vinhas.

Reserve com antecedência. Há poucos lugares, sobretudo aos fins de semana.

5

O leste, um sul completamente diferente

Dia 5 · Tavira · Cacela Velha · Ria Formosa

Tavira

A vila mais bonita do Algarve — e quase sem turistas. A ponte, as igrejas, os azulejos nas fachadas.

Cacela Velha

Uma aldeia minúscula numa colina sobre a ria. Uma igreja, um forte, uma dúzia de casas brancas e a vista sobre a Ria Formosa por causa da qual se vem aqui. Vê-se tudo em meia hora e depois não apetece sair.

Ria Formosa

Barco até uma ilha de areia: flamingos, ostras, praias vazias.

Mercado de Olhão

Se acordar cedo — para sal, especiarias e peixe.

Detalhes

O que saber antes de ir

Cinco coisas que costumam estragar a viagem.

  • O oceano é frio todo o ano, e as ondas são a sério. Em troca, não há multidões com boias.
  • Os estacionamentos das praias famosas são pequenos. Tudo o que for depois das onze da manhã já é uma luta.
  • Fala-se inglês em todo o lado, mercados e bombas de gasolina incluídos.
  • As distâncias enganam. Vinte quilómetros de estrada de serra são quarenta minutos, não quinze.
  • O que provar: cataplana, sardinhas assadas, ameijoas à Bulhão Pato, pastel de nata, medronho.

A seguir

Faço o roteiro à sua medida

Isto é o esqueleto. Com as suas datas, o seu orçamento e com quem viaja — a dois, com crianças, em grupo — o roteiro muda muito. Diga-me as suas datas e o que lhe importa mais: praias, vilas, natureza ou comida.

Vivo no sul de Portugal. Conheço pessoalmente todos os sítios deste guia.